Perguntaram ao Dalai Lama:
O que mais o surpreende na humanidade ?
e ele respondeu :
O ser humano ... porque perde a saúde para juntar dinheiro, depois perde o dinheiro para recuperar saúde.
E por pensar ansiosamente no futuro, esquece o presente, de tal forma que acaba por não viver o presente nem o futuro .
E vive como se nunca fosse morrer .... e morre sem nunca ter vivido
sábado, 20 de junho de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
BLOGUES
Começa-se nesta "coisa" dos blogues, porque temos tempo livre e é uma forma de escrever o que pensamos, desabafar, falar com uma liberdade com que, por vezes, não falamos às pessoas conhecidas e até com a família.
Depois... reencontram-se amigos que andavam perdidos ( alô Sérgio !), vamos encontrando pessoas que têm ideias como as nossas perante a vida e seus problemas , e vamos criando laços, laços fortes, até com os que passam por este cantinho, levemente sem deixar rasto, como eu por vezes o faço, e aos poucos vir para aqui conversar é quase uma necessidade.
Tenho andado meio ( ou mais que meio) preguiçosa, mas estou aqui agora a manifestar publicamente a minha alegria por ter encontrado tantas pessoas que hoje já me atrevo a considerar amigos.
Juntos, temos as mais diversas lutas para enfrentar e vamos enfrenta-las.
Contem sempre comigo.
A todos um grande e apertado abraço
Depois... reencontram-se amigos que andavam perdidos ( alô Sérgio !), vamos encontrando pessoas que têm ideias como as nossas perante a vida e seus problemas , e vamos criando laços, laços fortes, até com os que passam por este cantinho, levemente sem deixar rasto, como eu por vezes o faço, e aos poucos vir para aqui conversar é quase uma necessidade.
Tenho andado meio ( ou mais que meio) preguiçosa, mas estou aqui agora a manifestar publicamente a minha alegria por ter encontrado tantas pessoas que hoje já me atrevo a considerar amigos.
Juntos, temos as mais diversas lutas para enfrentar e vamos enfrenta-las.
Contem sempre comigo.
A todos um grande e apertado abraço
terça-feira, 9 de junho de 2009
Pensamento
" ... O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem carácter, nem dos sem ética.
O que mais me preocupa é o silêncio dos justos. " Martin Luther King
Fica esta mensagem para meditar, talvez o País acorde.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Eleições para o Parlamento Europeu
Estamos em vésperas das eleições para o Parlamento Europeu.
A decepção com a situação económica no nosso país,(embora a nossa situação não seja a pior da Europa), mais uma Campanha Eleitoral que não foi estimulante , nem nada esclarecedora acerca desta coisa de ter representantes no P.E, pode trazer-nos a tentação de não votar, de achar que "não vale a pena", mas devemos fugir desse simplismo. Estamos integrados na U.E. e concordemos ou não este é o facto com que temos que viver.
Assim sendo, devemos escolher , com critério, quem acharmos que merece representar-nos em Bruxellas
Sempre ouvi dizer que não votar, é votar em quem não se quer, e é sobretudo deixar aos outros a função de decidir por nós.
A Campanha Eleitoral, devia ter sido aproveitada para informar alguns dos direitos, que temos junto do Parlamento Europeu através das suas secções.
Transcrevo abaixo um dos direitos que nos dá o facto de estarmos integrados na U.E.
O direito a fazer Petições, que corrijam alguns erros cometidos no nosso País, quer nas leis , quer na falta de aplicação delas, ou noutra qualquer situação que nos pareça injusta e que deva ser discutida no Parlamento Europeu:
Um dos direitos fundamentais dos cidadãos europeus:
Qualquer cidadão, a título individual ou em associação com outras pessoas,
pode, em qualquer momento, exercer o seu direito de petição ao Parlamento
Europeu, em conformidade com o Artigo 194º do Tratado CE.
Qualquer cidadão da União Europeia ou residente num Estado-Membro, pode, a título individual
ou em associação com outras pessoas, apresentar uma petição ao Parlamento Europeu sobre
assuntos que se enquadrem no âmbito das actividades da União Europeia que o(s) afecte(m)
directamente. Qualquer empresa, organização ou associação que tenha a sua sede social na União
Europeia pode também exercer este direito de petição garantido pelo Tratado.
A petição pode ser apresentada sob a forma de uma queixa ou de um pedido e pode dizer
respeito a questões de interesse privado ou público.
A petição pode revestir a forma de um pedido individual, de uma queixa, de uma observação sobre
a aplicação do direito comunitário ou de um apelo ao Parlamento Europeu para que este
assuma uma posição sobre uma questão específica. Este tipo de petições proporciona
ao Parlamento Europeu a oportunidade de chamar a atenção para qualquer violação dos
direitos de um cidadão europeu por parte de um Estado Membro, das autoridades locais
ou de uma Instituição.
Se, durante a Campanha Eleitoral, os candidatos em vez de andarem a discutir, "tricas" internas , se tivessem aplicado a explicar este e outros direitos, e também deveres, que temos enquanto cidadãos europeus, talvez a abstenção no próximo dia 7, não atingisse novamente números que nos envergonham.
A decepção com a situação económica no nosso país,(embora a nossa situação não seja a pior da Europa), mais uma Campanha Eleitoral que não foi estimulante , nem nada esclarecedora acerca desta coisa de ter representantes no P.E, pode trazer-nos a tentação de não votar, de achar que "não vale a pena", mas devemos fugir desse simplismo. Estamos integrados na U.E. e concordemos ou não este é o facto com que temos que viver.
Assim sendo, devemos escolher , com critério, quem acharmos que merece representar-nos em Bruxellas
Sempre ouvi dizer que não votar, é votar em quem não se quer, e é sobretudo deixar aos outros a função de decidir por nós.
A Campanha Eleitoral, devia ter sido aproveitada para informar alguns dos direitos, que temos junto do Parlamento Europeu através das suas secções.
Transcrevo abaixo um dos direitos que nos dá o facto de estarmos integrados na U.E.
O direito a fazer Petições, que corrijam alguns erros cometidos no nosso País, quer nas leis , quer na falta de aplicação delas, ou noutra qualquer situação que nos pareça injusta e que deva ser discutida no Parlamento Europeu:
Um dos direitos fundamentais dos cidadãos europeus:
Qualquer cidadão, a título individual ou em associação com outras pessoas,
pode, em qualquer momento, exercer o seu direito de petição ao Parlamento
Europeu, em conformidade com o Artigo 194º do Tratado CE.
Qualquer cidadão da União Europeia ou residente num Estado-Membro, pode, a título individual
ou em associação com outras pessoas, apresentar uma petição ao Parlamento Europeu sobre
assuntos que se enquadrem no âmbito das actividades da União Europeia que o(s) afecte(m)
directamente. Qualquer empresa, organização ou associação que tenha a sua sede social na União
Europeia pode também exercer este direito de petição garantido pelo Tratado.
A petição pode ser apresentada sob a forma de uma queixa ou de um pedido e pode dizer
respeito a questões de interesse privado ou público.
A petição pode revestir a forma de um pedido individual, de uma queixa, de uma observação sobre
a aplicação do direito comunitário ou de um apelo ao Parlamento Europeu para que este
assuma uma posição sobre uma questão específica. Este tipo de petições proporciona
ao Parlamento Europeu a oportunidade de chamar a atenção para qualquer violação dos
direitos de um cidadão europeu por parte de um Estado Membro, das autoridades locais
ou de uma Instituição.
Se, durante a Campanha Eleitoral, os candidatos em vez de andarem a discutir, "tricas" internas , se tivessem aplicado a explicar este e outros direitos, e também deveres, que temos enquanto cidadãos europeus, talvez a abstenção no próximo dia 7, não atingisse novamente números que nos envergonham.
terça-feira, 26 de maio de 2009
SOLIDÃO
É suposto que a desventura máxima seja a solidão.
Alguns , os crentes, encontram esse reconforto supremo na religião. Para esses a religião consiste em encontrar uma companhia que nunca falhe - Deus.
A oração é um desabafo, como com um amigo.
Nos artistas a sua obra equivale à oração, porque os põe em contacto com os que dela tirarão proveito.
Daí que problema da vida seja, portanto, o seguinte: como romper a nossa solidão, como comunicar com os outros. Assim se explica a existência do matrimónio, da paternidade, das amizades.
Mas que a felicidade resida nisto, é estranho,é estranho que se deva estar melhor comunicando com os outros do que só. E é talvez apenas uma ilusão: a maior parte do tempo, estamos muitíssimo bem, sós. É agradável ler,ouvir música e, sobretudo ter tempo para nós : dado que pedimos aos outros apenas aquilo que já temos em nós. É um mistério o motivo por que não nos basta olhar e beber em nós próprios e seja preciso reavermo-nos por intermédio dos outros.
A amizade é um belo sentimento de partilha , mas deve ser uma coisa natural e não uma procura desesperada por uma companhia. Se não é uma dependência.
Resta o amor, aí parece-nos encontrar a perfeição, e a realização , talvez ilusória uma vez mais ,porque se não gostarmos de nós o suficiente , se não soubermos estar sós e felizes vamos sufocar o outro e isso deixa de ser amor,é posse.
E amar não é possuir.
É ter, e dar ao outro a liberdade de ter, momentos em tenha a possibilidade de poder estar só.
Resta o sexo, e o sexo é um incidente: o que recebemos é momentâneo e casual; pretendemos algo de mais secreto e misterioso de que o sexo , que é apenas um sinal, um símbolo: colmatar a falta de gostarmos de nós próprios.
Assim sendo, qual a explicação para o sentimento viscoso e auto-destruidor, que sentimos quando achamos que estamos sós no mundo e que faz nem sequer termos a certeza de nos encontrarmos no mundo ?
A solidão é como uma chuva.
Ergue-se do mar ao encontro das noites;
de planícies distantes e remotas
sobe ao céu, que sempre a guarda.
E do céu tomba sobre a cidade.
Cai como chuva nas horas ambíguas,
quando todas as vielas se voltam para a manhã
e quando os corpos, que nada encontraram,
desiludiram e tristes se separam;
e quando aqueles que se odeiam
têm de dormir juntos na mesma cama:
então, a solidão vai com os rios...
Rainer Maria Rilke, in "O Livro das Imagens"
Alguns , os crentes, encontram esse reconforto supremo na religião. Para esses a religião consiste em encontrar uma companhia que nunca falhe - Deus.
A oração é um desabafo, como com um amigo.
Nos artistas a sua obra equivale à oração, porque os põe em contacto com os que dela tirarão proveito.
Daí que problema da vida seja, portanto, o seguinte: como romper a nossa solidão, como comunicar com os outros. Assim se explica a existência do matrimónio, da paternidade, das amizades.
Mas que a felicidade resida nisto, é estranho,é estranho que se deva estar melhor comunicando com os outros do que só. E é talvez apenas uma ilusão: a maior parte do tempo, estamos muitíssimo bem, sós. É agradável ler,ouvir música e, sobretudo ter tempo para nós : dado que pedimos aos outros apenas aquilo que já temos em nós. É um mistério o motivo por que não nos basta olhar e beber em nós próprios e seja preciso reavermo-nos por intermédio dos outros.
A amizade é um belo sentimento de partilha , mas deve ser uma coisa natural e não uma procura desesperada por uma companhia. Se não é uma dependência.
Resta o amor, aí parece-nos encontrar a perfeição, e a realização , talvez ilusória uma vez mais ,porque se não gostarmos de nós o suficiente , se não soubermos estar sós e felizes vamos sufocar o outro e isso deixa de ser amor,é posse.
E amar não é possuir.
É ter, e dar ao outro a liberdade de ter, momentos em tenha a possibilidade de poder estar só.
Resta o sexo, e o sexo é um incidente: o que recebemos é momentâneo e casual; pretendemos algo de mais secreto e misterioso de que o sexo , que é apenas um sinal, um símbolo: colmatar a falta de gostarmos de nós próprios.
Assim sendo, qual a explicação para o sentimento viscoso e auto-destruidor, que sentimos quando achamos que estamos sós no mundo e que faz nem sequer termos a certeza de nos encontrarmos no mundo ?
A solidão é como uma chuva.
Ergue-se do mar ao encontro das noites;
de planícies distantes e remotas
sobe ao céu, que sempre a guarda.
E do céu tomba sobre a cidade.
Cai como chuva nas horas ambíguas,
quando todas as vielas se voltam para a manhã
e quando os corpos, que nada encontraram,
desiludiram e tristes se separam;
e quando aqueles que se odeiam
têm de dormir juntos na mesma cama:
então, a solidão vai com os rios...
Rainer Maria Rilke, in "O Livro das Imagens"
quarta-feira, 20 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Pergunta-me
Pergunta-me
se ainda és o meu fogo
se acendes ainda
o minuto de cinza
se despertas
a ave magoada
que se queda
na árvore do meu sangue
Pergunta-me
se o vento não traz nada
se o vento tudo arrasta
se na quietude do lago
repousaram a fúria
e o tropel de mil cavalos
Pergunta-me
se te voltei a encontrar
de todas as vezes que me detive
junto das pontes enevoadas
e se eras tu quem eu via
na infinita dispersão do meu ser
se eras tu
que reunias pedaços do meu poema
reconstruindo
a folha rasgada
na minha mão descrente
Qualquer coisa
pergunta-me qualquer coisa
uma tolice
um mistério indecifrável
simplesmente
para que eu saiba
que queres ainda saber
para que mesmo sem te responder
saibas o que te quero dizer
Preguiça ? Um certo desânimo ?
Muitas dúvidas por certo . Não sei muito bem o que se passa.
Encontrei na voz do poeta Mia Couto neste poema «Pergunta-me» quase tudo o que me apetecia dizer.
Talvez seja ,também para isso que existem os poetas.
se ainda és o meu fogo
se acendes ainda
o minuto de cinza
se despertas
a ave magoada
que se queda
na árvore do meu sangue
Pergunta-me
se o vento não traz nada
se o vento tudo arrasta
se na quietude do lago
repousaram a fúria
e o tropel de mil cavalos
Pergunta-me
se te voltei a encontrar
de todas as vezes que me detive
junto das pontes enevoadas
e se eras tu quem eu via
na infinita dispersão do meu ser
se eras tu
que reunias pedaços do meu poema
reconstruindo
a folha rasgada
na minha mão descrente
Qualquer coisa
pergunta-me qualquer coisa
uma tolice
um mistério indecifrável
simplesmente
para que eu saiba
que queres ainda saber
para que mesmo sem te responder
saibas o que te quero dizer
Preguiça ? Um certo desânimo ?
Muitas dúvidas por certo . Não sei muito bem o que se passa.
Encontrei na voz do poeta Mia Couto neste poema «Pergunta-me» quase tudo o que me apetecia dizer.
Talvez seja ,também para isso que existem os poetas.
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