segunda-feira, 27 de abril de 2009

25 de Abril de 2009

Passou mais um «25 de Abril» , o 35º e , aquilo que foi uma grande Festa , tornou-se numa data institucional. As cerimónias, são sempre as mesmas, pelo menos em Lisboa (acredito que, nalgumas terras mais pequenas aconteçam alguns festejos , realmente interessantes), a sessão solene da Assembleia da República, com um discurso do presidente de República, seja ele quem for. E segue-se a manifestação na Avenida da Liberdade.
Este ano porque estamos em ano de eleições o discurso do presidente da República foi igual aos que vem fazendo à uns tempos a esta parte : uma grande preocupação com os mais desfavorecidos. É pena que nos quase dez anos em que foi 1º ministro e tendo poder para fazer qualquer coisa, nunca se tenha preocupado com esses mesmos desfavorecidos. Agora é tarde , não tem poder para isso e começam a descobrir-se as vigarices do amigos dele , alguns ministros do seus governos. Mas o povo tem memória curta.
Por outro lado a oposição fez uns discursos , iguais aos que faz todo o ano , apontando apenas os erros do governo.
Que fique claro que não estou a defender o governo, que cometeu erros e muitos e dos grandes.
Mas no dia em que se comemora a data mais exaltante da nossa história recente , não é possível dizer e fazer algo de diferente , mais motivante para os jovens, algo que envolva realmente aqueles que ainda não tinham nascido e não sabem o quão cinzento era este País ? Se não se motivarem os mais jovens , não vale a pena lamentar-mo-nos do seu desinteresse não só pelo «25 de Abril» como pela política em geral. Não se ama aquilo que não se conhece.
Haveria que fazer algum esforço , talvez envolvendo mais as escolas, sobretudo as primárias, para que os adultos do futuro tenham conhecimento, de que a situação anterior a 1974, era vergonhosa. E que, mesmo com todos os erros cometidos, a democracia deu um novo rosto a este País.
Talvez se devesse motivar mais, as associações de Pais, de moradores e outras organizações de base para que (em breve) os 40 anos da Liberdade seja festejados como uma data querida e não como mais um feriado, como o 5 de Outubro ou 1º de Dezembro, em que quase nenhum jovem sabe o que aconteceu.
Fica a sugestão.

7 comentários:

Pata Negra disse...

Abril vai-se-nos sumindo por entre documentários, testemunhos e comemorações; vai-se-nos sumindo por entre as leis, o poder e os governantes; vai-se-nos sumindo por entre os papéis, as máquinas e as portas dos locais de emprego; vai-se-nos sumindo nas escolas, nas repartições e nas ruas; vai-se-nos sumindo entre os dedos – o 25 de Abril não é para guardar entre mãos, é para agarrar! Está escorregadio?! Untemos as mãos com as areias que nos atiram para os olhos! Dói? Não tivéssemos permitido que o untassem com manteiga!

pinguim disse...

Meu Deus, como estou "tão" de acordo contigo "em tudo" o que dizes...
Beijinho.

Tétis disse...

Brilhante texto. Nada mais certo. As verdades são para se dizerem, as opiniões para se darem e as sugestões para se fazerem.

Gostei de verdade e concordo a 100%!...

Ainda aqui não tinha passado mas vim para ficar. Serei tua seguidora.

Um forte abraço.

Luis Bento disse...

Olá! Já não vinha aqui há bastante tempo. Vim agradecer o comentário..vim concordar com ele, vim ler-te...A concisão do teu texto resume uma realidade crua: Vivemos na desilusão...é esse o sentimento...mas a culpa é nossa.

Teresa Queiroz disse...

o meu apoio é total!!!

Dr. Mento disse...

Não posso deixar de estar mais de acordo. Já basta que outros feriados de grande significado histórico (1 de Dezembro ou o 5 de Outubro) tenham caído no desconhecimento das pessoas em geral.

No caso do 25 de Abril, ignorá-lo é ignorar a liberdade. E a liberdade é maior do que a própria vida.

Poseidón disse...

OLA AMIGA,
no te pierdas para eso te mando esto que sigue.
Animos, ok!

Tienes una sonrisa para ti aqui :

http://www.nuestramizade.blogspot.com/

besos