Há uns dias, uma pessoa que me é querida, lançou um grito de alma, indignado contra a hipocrisia .Como sempre, achamos todos que o melhor é o desprezo.
Mas, estes conceitos despertaram em mim estas reflexões
Reflectindo sobre a moralidade que reina na sociedade e a suas constante alterações com o tempo,conseguimos facilmente chegar à conclusão que a sociedade esconde suas hipocrisias atrás da máscara da moralidade.
Se olharmos para trás e fizermos qualquer comparação com os dias actuais, rapidamente reparamos como os conceitos morais foram alterados; como as pessoas passaram a aceitar moralmente o que antes era tido como imoral. Uma das grandes provas do amadurecimento humano é a aceitação e abertura ao «novo» ao diferente».
Claro que isso não é possível a mentes tacanhas e a escravos do politicamente correcto.
Até porque não há nada que mais ofenda um reprimido , do que uma pessoa livre.
Alguns compreendem que tais mudanças dizendo ser isto consequência da evolução humana, outros podem dizer que faz parte do amadurecimento da sociedade quebrar determinadas regras, enfim, sempre há uma razão para explicar as alterações, mesmo os que no fundo não estão de acordo , e na sombra ,esperam a oportunidade de ferir quem se atreva a sair daquilo que acham «politicamente» ou «moralmente» correcto. Esses não têm sequer coragem de admitir que o que fazem é apenas uma nova maquilhagem na velha máscara que sempre carregaram.
Esses são a encarnação viva da hipocrisia no seu auge.
Todos nós já ouvimos falar do tempo em que a palavra de um homem, valia mais que um documento assinado. Hoje «aceitamos» que nem já esse documento assinado , seja respeitado.
“A ignorância é vizinha da maldade”, já dizia um provérbio árabe, e assim a massificação de mente e do modo de pensar é mais fácil de ser controlada. A inércia mental produz zumbis culturais e seres hipócritas que se escondem atrás da máscara da moralidade, e que de tempos em tempos, arrumam a convenções com o simples propósito de mostrarem a face asquerosa de perversidades, de egoísmos, de vaidades, de presunções... com uma aparência mais pura e com um poder de persuassão maior.
Sempre temos mais de uma opção para escolher, mas infelizmente a grande maioria escolhe a mais cómoda e não a mais conscientemente correcta. Enquanto muitos adoptarem a regra de não ser quem realmente são, a moral permanecerá sendo o caminho a ser seguido, o deus a ser adorado... e, de quando em quando, um demónio imoral será canonizado em santo moral .
Que fazer perante os hipócritas?
E costume dizer que o desprezo é o melhor remédio. E talvez seja.
Mas, podemos em sã consciência pedir a alguém que foi ofendido, que o ignore ? Podemos ignorar as ofensas que fazem aos nossos amigos ?
Eu acho que não.
Então que fazer, voltar à velha receita de Eça de Queiroz de "umas bengaladas" ?. Este não é um pensamento politicamente correcto,ou sequer aceitável pelas regras de boa convivência em sociedade.
Mas ... se não defendermos os nossos amigos , quem os defende ?
quarta-feira, 6 de maio de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
As Provocações já vêm de longe
Georgi Mikhailovich Dimitrov,
(1882-1949): Líder sindical e um dos fundadores do Partido Comunista Búlgaro em 1919. Em 1921 foi eleito para o Comitê Executivo do Comintern. Liderou em 1923 uma fracassada revolta dos trabalhadores brutalmente reprimida pelo governo capitalista. Na ocasião foi condenado à morte mas escapou para a Alemanha. Em 1929 foi eleito para chefiar a secção da Europa Central do Comintern.
Em 1933 foi acusado pelo regime nazista de ter incendiado o prédio do Parlamento Alemão o Reichstag.
Dimitrov fez sua própria defesa e de tal forma enérgica que foi considerado inocente.Tendo ficado praticamente provado que foram os próprios nazis que estiveram na origem do incêndio, como pretexto para perseguir dirigentes comunistas.
Foi então para a União Soviética . Em 1945 com a derrota dos nazistas e a vitória da Revolução na Bulgária, Dimitrov retornou ao país e assumiu o cargo de Primeiro Ministro e em 1946 proclamou a formação da República Popular da Bulgária.
As provocações já vêm de longe , não são nenhuma novidade. As técnicas da vitimização para justificar atitudes menos sérias, para perseguições ou para ou ganhar votos, são antigas e tiveram bons mestres.
O tempo esse , grande escultor,acaba por denunciar todas estas provocações de incipientes alunos, que nem sequer mostram grande inteligência
(1882-1949): Líder sindical e um dos fundadores do Partido Comunista Búlgaro em 1919. Em 1921 foi eleito para o Comitê Executivo do Comintern. Liderou em 1923 uma fracassada revolta dos trabalhadores brutalmente reprimida pelo governo capitalista. Na ocasião foi condenado à morte mas escapou para a Alemanha. Em 1929 foi eleito para chefiar a secção da Europa Central do Comintern.
Em 1933 foi acusado pelo regime nazista de ter incendiado o prédio do Parlamento Alemão o Reichstag.
Dimitrov fez sua própria defesa e de tal forma enérgica que foi considerado inocente.Tendo ficado praticamente provado que foram os próprios nazis que estiveram na origem do incêndio, como pretexto para perseguir dirigentes comunistas.
Foi então para a União Soviética . Em 1945 com a derrota dos nazistas e a vitória da Revolução na Bulgária, Dimitrov retornou ao país e assumiu o cargo de Primeiro Ministro e em 1946 proclamou a formação da República Popular da Bulgária.
As provocações já vêm de longe , não são nenhuma novidade. As técnicas da vitimização para justificar atitudes menos sérias, para perseguições ou para ou ganhar votos, são antigas e tiveram bons mestres.
O tempo esse , grande escultor,acaba por denunciar todas estas provocações de incipientes alunos, que nem sequer mostram grande inteligência
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Viva o 1ºde Maio , Dia dos Trabalhadores
No dia 1º de Maio de 1886, cerca de 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação ,para exigir a redução da jornada diária de trabalho para oito horas. A polícia reprimiu a manifestação, ferindo e matando dezenas de operários.
Mas os trabalhadores voltaram à rua no dia 5 de Maio do mesmo ano,apenas quatro dias depois da reivindicação de Chicago, os operários voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados e 3 condenados a prisão perpétua.Mais uma vez parecia uma derrota dos trabalhadores na sua justa luta pelas oito horas de trabalho diário.
Mas luta continuou e alastrou a vários sectores de trabalho.
A solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento dos trabalhadores e a nomear um novo júri, em 1888. Os membros que constituíam o júri reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e ordenaram que soltassem os 3 presos.
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas.
Todos estes anos depois das grandiosas manifestações dos operários de Chicago pela luta das oito horas de trabalho e da brutal repressão patronal e policial que se abateu sobre os manifestantes; o 1º de Maio, enquanto jornada de festa e também de luta, mantém todo o seu significado e actualidade.
Nos Estados Unidos da América o Dia do Trabalhador celebra-se em Setembro e é conhecido por "Labor Day". É um feriado nacional que é sempre comemorado na primeira segunda-feira do mês de Setembro e está relacionado com o período das colheitas e com o fim do Verão.
No Canadá este feriado chama-se "Dia de Oito Horas". Tem este nome porque se comemora a vitória da redução do dia de trabalho para oito horas.
Na Europa o "Dia do Trabalhador" comemora-se sempre no dia 1 de Maio.
Em Portugal só depois do dia redentor de 25 de Abril de 1974, é possível festejar o 1º de Maio em liberdade. Mas, mesmo durante a ditadura houve muitas tentativas reprimidas e várias pessoas foram presas ,para que este dia fosse festejado como o dia dos trabalhadores. O Sindicato dos Tipógrafos conseguiu , transformar o 1º de Maio em Dia do Tipógrafo e assim os tipógrafos não trabalhavam neste dia. Sem carácter oficial esta ideia foi alastrando. Eu trabalhei numa editora que no primeiro de Maio fechava sempre, sem dar grandes explicações, quem entendia , entendia , quem não entendia aproveitava na mesma porque um feriado era sempre bom.
Tudo isto para dizer que, mesmo com todas as dificuldades que o nosso país está a atravessar (corrupções, desemprego, autoritarismos etc. ),e outras imperfeições da democracia,não devemos deixar cair os braços , até porque essas imperfeições, não são os militares ou estes governantes que as vão resolver,está nas nossas mãos lutar para que todos tenham direito a um trabalho digno.
No entanto devemos respeitar e festejar na medida das nossas possibilidades, o 1º de Maio, Dia dos Trabalhadores, até para homenagear todos os que tombaram para que tivéssemos esse direito.
Viva o 1º de Maio !
Mas os trabalhadores voltaram à rua no dia 5 de Maio do mesmo ano,apenas quatro dias depois da reivindicação de Chicago, os operários voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados e 3 condenados a prisão perpétua.Mais uma vez parecia uma derrota dos trabalhadores na sua justa luta pelas oito horas de trabalho diário.
Mas luta continuou e alastrou a vários sectores de trabalho.
A solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento dos trabalhadores e a nomear um novo júri, em 1888. Os membros que constituíam o júri reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e ordenaram que soltassem os 3 presos.
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas.
Todos estes anos depois das grandiosas manifestações dos operários de Chicago pela luta das oito horas de trabalho e da brutal repressão patronal e policial que se abateu sobre os manifestantes; o 1º de Maio, enquanto jornada de festa e também de luta, mantém todo o seu significado e actualidade.
Nos Estados Unidos da América o Dia do Trabalhador celebra-se em Setembro e é conhecido por "Labor Day". É um feriado nacional que é sempre comemorado na primeira segunda-feira do mês de Setembro e está relacionado com o período das colheitas e com o fim do Verão.
No Canadá este feriado chama-se "Dia de Oito Horas". Tem este nome porque se comemora a vitória da redução do dia de trabalho para oito horas.
Na Europa o "Dia do Trabalhador" comemora-se sempre no dia 1 de Maio.
Em Portugal só depois do dia redentor de 25 de Abril de 1974, é possível festejar o 1º de Maio em liberdade. Mas, mesmo durante a ditadura houve muitas tentativas reprimidas e várias pessoas foram presas ,para que este dia fosse festejado como o dia dos trabalhadores. O Sindicato dos Tipógrafos conseguiu , transformar o 1º de Maio em Dia do Tipógrafo e assim os tipógrafos não trabalhavam neste dia. Sem carácter oficial esta ideia foi alastrando. Eu trabalhei numa editora que no primeiro de Maio fechava sempre, sem dar grandes explicações, quem entendia , entendia , quem não entendia aproveitava na mesma porque um feriado era sempre bom.
Tudo isto para dizer que, mesmo com todas as dificuldades que o nosso país está a atravessar (corrupções, desemprego, autoritarismos etc. ),e outras imperfeições da democracia,não devemos deixar cair os braços , até porque essas imperfeições, não são os militares ou estes governantes que as vão resolver,está nas nossas mãos lutar para que todos tenham direito a um trabalho digno.
No entanto devemos respeitar e festejar na medida das nossas possibilidades, o 1º de Maio, Dia dos Trabalhadores, até para homenagear todos os que tombaram para que tivéssemos esse direito.
Viva o 1º de Maio !
segunda-feira, 27 de abril de 2009
25 de Abril de 2009
Passou mais um «25 de Abril» , o 35º e , aquilo que foi uma grande Festa , tornou-se numa data institucional. As cerimónias, são sempre as mesmas, pelo menos em Lisboa (acredito que, nalgumas terras mais pequenas aconteçam alguns festejos , realmente interessantes), a sessão solene da Assembleia da República, com um discurso do presidente de República, seja ele quem for. E segue-se a manifestação na Avenida da Liberdade.
Este ano porque estamos em ano de eleições o discurso do presidente da República foi igual aos que vem fazendo à uns tempos a esta parte : uma grande preocupação com os mais desfavorecidos. É pena que nos quase dez anos em que foi 1º ministro e tendo poder para fazer qualquer coisa, nunca se tenha preocupado com esses mesmos desfavorecidos. Agora é tarde , não tem poder para isso e começam a descobrir-se as vigarices do amigos dele , alguns ministros do seus governos. Mas o povo tem memória curta.
Por outro lado a oposição fez uns discursos , iguais aos que faz todo o ano , apontando apenas os erros do governo.
Que fique claro que não estou a defender o governo, que cometeu erros e muitos e dos grandes.
Mas no dia em que se comemora a data mais exaltante da nossa história recente , não é possível dizer e fazer algo de diferente , mais motivante para os jovens, algo que envolva realmente aqueles que ainda não tinham nascido e não sabem o quão cinzento era este País ? Se não se motivarem os mais jovens , não vale a pena lamentar-mo-nos do seu desinteresse não só pelo «25 de Abril» como pela política em geral. Não se ama aquilo que não se conhece.
Haveria que fazer algum esforço , talvez envolvendo mais as escolas, sobretudo as primárias, para que os adultos do futuro tenham conhecimento, de que a situação anterior a 1974, era vergonhosa. E que, mesmo com todos os erros cometidos, a democracia deu um novo rosto a este País.
Talvez se devesse motivar mais, as associações de Pais, de moradores e outras organizações de base para que (em breve) os 40 anos da Liberdade seja festejados como uma data querida e não como mais um feriado, como o 5 de Outubro ou 1º de Dezembro, em que quase nenhum jovem sabe o que aconteceu.
Fica a sugestão.
Este ano porque estamos em ano de eleições o discurso do presidente da República foi igual aos que vem fazendo à uns tempos a esta parte : uma grande preocupação com os mais desfavorecidos. É pena que nos quase dez anos em que foi 1º ministro e tendo poder para fazer qualquer coisa, nunca se tenha preocupado com esses mesmos desfavorecidos. Agora é tarde , não tem poder para isso e começam a descobrir-se as vigarices do amigos dele , alguns ministros do seus governos. Mas o povo tem memória curta.
Por outro lado a oposição fez uns discursos , iguais aos que faz todo o ano , apontando apenas os erros do governo.
Que fique claro que não estou a defender o governo, que cometeu erros e muitos e dos grandes.
Mas no dia em que se comemora a data mais exaltante da nossa história recente , não é possível dizer e fazer algo de diferente , mais motivante para os jovens, algo que envolva realmente aqueles que ainda não tinham nascido e não sabem o quão cinzento era este País ? Se não se motivarem os mais jovens , não vale a pena lamentar-mo-nos do seu desinteresse não só pelo «25 de Abril» como pela política em geral. Não se ama aquilo que não se conhece.
Haveria que fazer algum esforço , talvez envolvendo mais as escolas, sobretudo as primárias, para que os adultos do futuro tenham conhecimento, de que a situação anterior a 1974, era vergonhosa. E que, mesmo com todos os erros cometidos, a democracia deu um novo rosto a este País.
Talvez se devesse motivar mais, as associações de Pais, de moradores e outras organizações de base para que (em breve) os 40 anos da Liberdade seja festejados como uma data querida e não como mais um feriado, como o 5 de Outubro ou 1º de Dezembro, em que quase nenhum jovem sabe o que aconteceu.
Fica a sugestão.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Família
O que é que se pode escrever ou dizer quando acabam de «cortar» uma parte de nós ?
Daquele núcleo que era até aqui a Família ?
A família éramos nós todos, também com aquele que acaba de nos deixar, com as suas características, fina ironia, e com aquela sensação que por vezes nos deixava, de que não nos amava e que não gostava de ser amado .
Cada pessoa é como é , mas é a nossa família . E nos momentos difíceis que acabámos de atravessar , como se faz ?
Perante a fragilidade humana ali posta à nossa frente, só nos resta abraçar-mo-nos, e ter a consciência que com o tempo a família volta a compor-se . Temos o mais novo elemento que nos dá alegria e força e também a certeza que por ele vale a pena voltar a sorrir.
Agora, que tudo terminou e só falta o último passo: lançar as suas cinzas no mar, que ele tanto amou, faltam-me as palavras, fica uma pequena homenagem pela voz da nossa poeta maior: Sophia de Mello Breyner Andreson:
Agora morto oscilas
Ao sabor das correntes
Com medusas em vez de pupilas
Agora reinas entre imagens puras
Em países transparentes e de vidro,
Sem coração e sem memória
Em todas as presenças diluído.
Agora liberto moras
Na pausa branca dos poemas.
Teu corpo sobe e cai em cada vaga,
Sem nome e sem destino
Na limpidez da alma
P.S. A todos os amigos, que me enviaram apoio através de telefone mail ou da blogosfera o meu muito obrigado. Nestas horas todos os amigos nos fazem falta.
Um abraço
Nocturna
Daquele núcleo que era até aqui a Família ?
A família éramos nós todos, também com aquele que acaba de nos deixar, com as suas características, fina ironia, e com aquela sensação que por vezes nos deixava, de que não nos amava e que não gostava de ser amado .
Cada pessoa é como é , mas é a nossa família . E nos momentos difíceis que acabámos de atravessar , como se faz ?
Perante a fragilidade humana ali posta à nossa frente, só nos resta abraçar-mo-nos, e ter a consciência que com o tempo a família volta a compor-se . Temos o mais novo elemento que nos dá alegria e força e também a certeza que por ele vale a pena voltar a sorrir.
Agora, que tudo terminou e só falta o último passo: lançar as suas cinzas no mar, que ele tanto amou, faltam-me as palavras, fica uma pequena homenagem pela voz da nossa poeta maior: Sophia de Mello Breyner Andreson:
Agora morto oscilas
Ao sabor das correntes
Com medusas em vez de pupilas
Agora reinas entre imagens puras
Em países transparentes e de vidro,
Sem coração e sem memória
Em todas as presenças diluído.
Agora liberto moras
Na pausa branca dos poemas.
Teu corpo sobe e cai em cada vaga,
Sem nome e sem destino
Na limpidez da alma
P.S. A todos os amigos, que me enviaram apoio através de telefone mail ou da blogosfera o meu muito obrigado. Nestas horas todos os amigos nos fazem falta.
Um abraço
Nocturna
quinta-feira, 16 de abril de 2009
A VOZ DO POETA
Pergunta o poeta :
Por onde anda a menina ?
Desanimada, sem inspiração, sem vontade de escrever. Fazendo algumas «visitas» silenciosas sem deixar rasto.
Há momentos assim. Isto passa. Mas por vezes tenho que desanimar , perder a esperança em tudo e bater no fundo.
Depois,aos poucos vou subindo.
Mas... o poeta pergunta e quem será capaz de deixar um poeta sem resposta ?.
Aqui estou . Ainda não inteira.
Mas vou chegando aos poucos.
Um abraço poeta pelo chamamento.
Por onde anda a menina ?
Desanimada, sem inspiração, sem vontade de escrever. Fazendo algumas «visitas» silenciosas sem deixar rasto.
Há momentos assim. Isto passa. Mas por vezes tenho que desanimar , perder a esperança em tudo e bater no fundo.
Depois,aos poucos vou subindo.
Mas... o poeta pergunta e quem será capaz de deixar um poeta sem resposta ?.
Aqui estou . Ainda não inteira.
Mas vou chegando aos poucos.
Um abraço poeta pelo chamamento.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Portugal sempre de mão estendida
A propósito da Cimeira dos G20 e dos seus resultados , ao ouvir nas TV's as alegres e entusiasmadas reacções, ocorrem-me as seguintes reflexões:
. Os comentadores dos países mais pobres ,Portugal incluído, apressaram-se a cantar loas aos países mais ricos que puseram à disposição dos mais pobres uma quantidade infindável de dinheiro ( o algarismo 1 seguido de um número infindo de zeros) e que é, uma vez mais, encarada como a grande solução . E anunciam que assim a crise terá em breve o seu fim.
Este pensamento parece-me particularmente perigoso ; ninguém pensa em de mudanças de política, em não deixar os banqueiros e gestores a "solta", sem ninguém lhes perguntar o que andam a fazer, mas sim dinheiro ,vindo ninguém quer saber de onde, para "resolver" a crise.
Sempre a mesma tendência para andar de mão estendida , como se os países ricos nos devessem alguma coisa e, portanto tenham a a obrigação de pagar as nossas crises e os erros provocados por anos de má governação,de partidos escolhidos pelos portugueses, que faz com que estejamos tão indefesos nos momentos difíceis.
Estamos em vésperas de eleições e os portugueses uma vez mais, entram no jogo, ora agora governas tu, ora agora governo eu, como se não houvesse alternativas possíveis. Uma vez mais os portugueses não vão querer arriscar a qualquer coisa de novo , que pode falhar é certo . Mas os partidos do chamado centrão governativo, não falharam já tantas vezes ? Porque não arriscar algo novo ? Novas políticas, novas formas de administrar o nosso dinheiro ?
A maioria dos portugueses não se quer assumir como cidadãos responsáveis e fazedores do seu destino. Não promovem a mudança de políticas, preferem continuar na mesma e mendigar aos poderosos( FMI, UE) ou seja a quem for que pague os erros nacionais,desde que o dinheiro venha cá parar.
Se nada mudar na forma de governar, a próxima crise está aí ao virar da esquina. E depois lá vamos mendigar .
Até um dia ...
. Os comentadores dos países mais pobres ,Portugal incluído, apressaram-se a cantar loas aos países mais ricos que puseram à disposição dos mais pobres uma quantidade infindável de dinheiro ( o algarismo 1 seguido de um número infindo de zeros) e que é, uma vez mais, encarada como a grande solução . E anunciam que assim a crise terá em breve o seu fim.
Este pensamento parece-me particularmente perigoso ; ninguém pensa em de mudanças de política, em não deixar os banqueiros e gestores a "solta", sem ninguém lhes perguntar o que andam a fazer, mas sim dinheiro ,vindo ninguém quer saber de onde, para "resolver" a crise.
Sempre a mesma tendência para andar de mão estendida , como se os países ricos nos devessem alguma coisa e, portanto tenham a a obrigação de pagar as nossas crises e os erros provocados por anos de má governação,de partidos escolhidos pelos portugueses, que faz com que estejamos tão indefesos nos momentos difíceis.
Estamos em vésperas de eleições e os portugueses uma vez mais, entram no jogo, ora agora governas tu, ora agora governo eu, como se não houvesse alternativas possíveis. Uma vez mais os portugueses não vão querer arriscar a qualquer coisa de novo , que pode falhar é certo . Mas os partidos do chamado centrão governativo, não falharam já tantas vezes ? Porque não arriscar algo novo ? Novas políticas, novas formas de administrar o nosso dinheiro ?
A maioria dos portugueses não se quer assumir como cidadãos responsáveis e fazedores do seu destino. Não promovem a mudança de políticas, preferem continuar na mesma e mendigar aos poderosos( FMI, UE) ou seja a quem for que pague os erros nacionais,desde que o dinheiro venha cá parar.
Se nada mudar na forma de governar, a próxima crise está aí ao virar da esquina. E depois lá vamos mendigar .
Até um dia ...
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